A insuficiência venosa crônica acontece quando as veias das pernas perdem, de forma permanente, a capacidade de devolver o sangue ao coração com eficiência. A pressão elevada dentro das veias se transmite aos capilares e aos tecidos, produzindo uma sequência previsível de alterações que evolui ao longo de anos.
A evolução, passo a passo
- Vasinhos e veias reticulares, sem sintomas relevantes
- Varizes visíveis, peso e cansaço nas pernas
- Inchaço que aparece no fim do dia e melhora ao deitar
- Manchas acastanhadas e eczema na pele do tornozelo
- Endurecimento da pele e do tecido subcutâneo — lipodermatoesclerose
- Úlcera venosa, aberta ou cicatrizada
Cada degrau dessa escada é mais difícil de reverter do que o anterior. Tratar quando o quadro ainda é de varizes e sintomas evita chegar às fases de alteração de pele e ferida.
Como tratamos
A base é a compressão elástica bem indicada, associada às medidas de estilo de vida. A partir do mapeamento com Doppler, tratamos os pontos de refluxo — por escleroterapia, espuma, laser ou cirurgia — para reduzir a pressão venosa e interromper a progressão.
A meia certa faz diferença
Meia de compressão não é item de farmácia genérico: existe força de compressão, altura e modelagem adequadas a cada caso. Uma meia fraca não trata; uma meia forte demais em quem tem doença arterial pode ser perigosa. A indicação deve ser individual.

