A cirurgia de varizes remove ou interrompe as veias superficiais que perderam a função. Como o retorno do sangue nas pernas é feito principalmente pelo sistema venoso profundo, retirar veias superficiais doentes não prejudica a circulação — ao contrário, melhora o retorno venoso.
Quando a cirurgia é indicada
- Refluxo de safena magna ou parva confirmado pelo Doppler
- Varizes calibrosas e sintomáticas que não respondem ao tratamento clínico
- Complicações da doença venosa: tromboflebite de repetição, sangramento por varize, alterações de pele no tornozelo
- Úlcera venosa aberta ou já cicatrizada, para reduzir o risco de recidiva
Como é feita
A técnica é escolhida a partir do mapeamento venoso feito antes da cirurgia. Pode envolver a ligadura da junção safeno-femoral, a retirada do tronco da safena (safenectomia) e a remoção das varizes tributárias por microincisões de poucos milímetros, que na maioria das vezes nem precisam de pontos. Em casos selecionados, o tronco é tratado por dentro do vaso, com laser endovenoso ou espuma, evitando a retirada.
A anestesia costuma ser raquidiana ou peridural, com sedação. O procedimento é realizado em centro cirúrgico e, na maior parte dos casos, a alta ocorre no mesmo dia ou na manhã seguinte.
Pós-operatório
- Meia elástica de compressão desde o primeiro dia, pelo período orientado
- Caminhadas curtas e frequentes já nas primeiras 24 horas, para prevenir trombose
- Evitar sol direto sobre as cicatrizes por cerca de três meses
- Retorno às atividades habituais geralmente entre 7 e 14 dias, conforme a ocupação
- Retornos programados para avaliar cicatrização e tratar veias residuais
A meia elástica não é detalhe
O uso correto da meia de compressão no pós-operatório reduz inchaço, dor, hematomas e o risco de trombose venosa. É a orientação mais simples da recuperação e também a que mais influencia o resultado final.

