Aneurisma é a dilatação permanente de um segmento da artéria, mais frequente na aorta abdominal. A parede dilatada é mais frágil e, à medida que o diâmetro aumenta, cresce o risco de ruptura — uma emergência com mortalidade muito elevada.
Quando operar
A decisão não é tomada pela presença do aneurisma, mas pelo seu diâmetro, pela velocidade de crescimento, pela anatomia e pelos sintomas. Aneurismas pequenos e estáveis são acompanhados com exames de imagem periódicos e controle rigoroso da pressão arterial e do tabagismo. A indicação cirúrgica surge quando o diâmetro ultrapassa o limite de segurança, quando o crescimento é rápido ou quando há dor associada.
Correção endovascular (EVAR)
Uma endoprótese — um tubo de tecido sustentado por uma malha metálica — é levada até a aorta por dentro das artérias femorais, através de punções ou pequenas incisões na virilha. Ali ela é liberada e passa a conduzir o sangue por dentro, isolando a parede dilatada da pressão do fluxo.
- Menor agressão cirúrgica, sem abertura do abdome
- Internação e recuperação mais curtas
- Opção preferencial em pacientes com maior risco clínico
- Exige anatomia adequada, avaliada por angiotomografia
- Requer acompanhamento por imagem ao longo da vida
Cirurgia convencional
Na técnica aberta, o segmento dilatado é substituído por uma prótese de tecido sintético através de uma incisão abdominal. É a escolha quando a anatomia não é favorável à endoprótese e em pacientes mais jovens com bom risco cirúrgico.
Rastreamento vale a pena
Homens acima de 65 anos, especialmente fumantes ou ex-fumantes, e pessoas com histórico familiar de aneurisma se beneficiam de um ultrassom de aorta abdominal — um exame simples, rápido e sem contraste, capaz de encontrar o problema antes de qualquer sintoma.

