O Doppler arterial avalia as artérias das pernas em toda a sua extensão, da aorta abdominal e ilíacas até as artérias do pé. Ele mostra onde existe estreitamento ou obstrução, qual a gravidade e como está a irrigação distal.
Quando está indicado
- Claudicação intermitente — dor que aparece ao caminhar certa distância e alivia com o repouso
- Dor nos pés em repouso, principalmente à noite ou ao deitar
- Feridas que não cicatrizam nos pés ou nos dedos
- Pé frio, pálido, com pelos rarefeitos ou pulsos difíceis de palpar
- Rastreamento em diabéticos, fumantes e pacientes com doença coronariana
Índice tornozelo-braquial
Junto ao Doppler, medimos a pressão no tornozelo e a comparamos com a pressão do braço. Essa relação — o índice tornozelo-braquial — quantifica de forma objetiva o grau de comprometimento arterial e é uma das ferramentas mais úteis para acompanhar a evolução do paciente ao longo do tempo.
Um alerta sobre o pé diabético
Em diabéticos de longa data, as artérias podem ser calcificadas e dar índices falsamente normais. Nesses casos, outras medidas são usadas para avaliar a perfusão do pé — motivo pelo qual o exame precisa ser interpretado por quem conhece essa armadilha.

