O coágulo obstrui o retorno do sangue, provocando dor e inchaço. O risco maior, porém, está no que pode acontecer depois: um fragmento do trombo pode se desprender, viajar pela circulação e alojar-se nos pulmões, causando embolia pulmonar — uma condição potencialmente fatal.
Fatores de risco
- Cirurgias de grande porte, especialmente ortopédicas e oncológicas
- Imobilização prolongada, internação e engessamento
- Viagens longas sem movimentar as pernas
- Câncer e quimioterapia
- Gestação e puerpério
- Uso de anticoncepcionais e terapia hormonal
- Trombofilias hereditárias e história familiar
- Obesidade e tabagismo
- Trombose prévia — o maior preditor de um novo episódio
Como reconhecer
O quadro clássico é o inchaço súbito de apenas uma perna, com dor na panturrilha que piora ao caminhar, calor e vermelhidão local. Mas a TVP pode ser discreta, e às vezes o primeiro sinal é a própria embolia pulmonar: falta de ar súbita, dor no peito ao respirar fundo, tosse com sangue ou desmaio — situações de emergência.
Diagnóstico e tratamento
O ultrassom Doppler venoso confirma o diagnóstico de forma rápida e não invasiva. O tratamento é feito com anticoagulantes, associados à meia de compressão e à retomada precoce da caminhada. A duração da anticoagulação depende da causa e é definida individualmente.
Prevenção em situações de risco
Antes de cirurgias, viagens longas ou períodos de imobilização, medidas simples reduzem muito o risco: movimentar os tornozelos com frequência, hidratar-se, usar meia de compressão quando indicada e, em pacientes selecionados, receber profilaxia medicamentosa.

