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Doença

Doença das artérias carótidas

As carótidas levam sangue ao cérebro. Quando placas de gordura as estreitam, o risco não é só de fluxo reduzido — é de um fragmento se soltar e causar um AVC.

Doença das artérias carótidas — Dr. João Paulo Martins

A doença das artérias carótidas é o acúmulo de placas de aterosclerose nas artérias do pescoço responsáveis por irrigar o cérebro. O processo é lento e silencioso, e muitas vezes só se manifesta quando já provocou um evento neurológico.

Causas e fatores de risco

  • Hipertensão arterial
  • Colesterol elevado
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Idade avançada
  • História familiar de doença cardiovascular
  • Sedentarismo e obesidade

Sintomas

Na maior parte do tempo, nenhum. Quando aparecem, costumam ser súbitos: fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, desvio da boca, perda visual em um olho, tontura ou desequilíbrio importantes. Se esses sintomas desaparecem em minutos ou horas, trata-se de um ataque isquêmico transitório — um aviso sério de que um AVC pode estar próximo.

Diagnóstico e tratamento

O ultrassom Doppler de carótidas é o exame inicial: mostra a placa, quantifica a estenose e é repetível com segurança. Angiotomografia e angiografia complementam quando se planeja intervenção.

O tratamento clínico — controle rigoroso de pressão, colesterol e diabetes, antiagregantes e cessação do tabagismo — vale para todos os pacientes. Estenoses graves, especialmente as sintomáticas, podem ter indicação de endarterectomia ou de angioplastia com stent.

Diante de sintomas neurológicos súbitos, vá ao pronto-socorro

Não espere passar e não aguarde uma consulta. O tratamento do AVC agudo depende de horas.

Dr. João Paulo Martins Campos
Dr. João Paulo Martins CamposAngiologia e Cirurgia Vascular · CRM-MG 56701 · RQE 47655

Dúvidas

Perguntas frequentes

Sopro no pescoço significa entupimento?

Não necessariamente, mas é um achado que justifica investigar com Doppler.

Placa na carótida pode diminuir?

A placa raramente regride, mas pode ser estabilizada. O controle rigoroso de colesterol e pressão e a suspensão do tabagismo reduzem o risco de novos eventos.

Quem já teve AVC precisa avaliar as carótidas?

Sim. Identificar uma estenose carotídea tratável é uma das prioridades depois de um AVC ou de um episódio isquêmico transitório.

Com que frequência repetir o Doppler?

Depende do grau da estenose. Placas leves costumam ser reavaliadas anualmente; estenoses moderadas e graves exigem intervalos menores.

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Uma consulta com exame das pernas e Doppler responde, em uma hora, o que semanas de busca na internet não respondem: o que você tem, se é urgente e o que dá para fazer.