Na doença arterial obstrutiva periférica, placas de aterosclerose estreitam as artérias das pernas e reduzem a chegada de sangue aos músculos. Em repouso a irrigação ainda basta; ao caminhar, a demanda aumenta e o músculo dói por falta de oxigênio. É a claudicação intermitente.
Sintomas por estágio
- Dor, câimbra ou queimação na panturrilha, coxa ou nádega ao caminhar, que alivia parando
- Redução progressiva da distância que se consegue percorrer
- Dor nos pés em repouso, principalmente à noite, que melhora ao pendurar a perna
- Pele fria, pálida ou arroxeada, com pelos rarefeitos e unhas espessadas
- Feridas nos dedos e no pé que não cicatrizam
- Escurecimento de um dedo — situação de urgência
Um sinal de alerta para todo o corpo
Quem tem doença arterial nas pernas frequentemente tem aterosclerose no coração e nas carótidas. O diagnóstico é, portanto, uma oportunidade de reduzir o risco de infarto e AVC, e não apenas de tratar a perna.
Tratamento
A base é clínica e não é opcional: parar de fumar, controlar diabetes, pressão e colesterol, usar as medicações indicadas e — talvez o mais subestimado — fazer um programa de caminhada supervisionada, que comprovadamente aumenta a distância percorrida sem dor. Quando há dor em repouso, ferida que não cicatriza ou limitação importante, entram a angioplastia e as cirurgias de revascularização.
Parar de fumar é o tratamento mais eficaz
Nenhum medicamento ou procedimento supera o benefício de cessar o tabagismo na doença arterial periférica. Ele reduz a progressão das placas, melhora os sintomas e diminui muito o risco de amputação.

